segunda-feira, 3 de abril de 2023

Ambientes Pessoais de Aprendizagem - Dimensão Estudante – Parte II

 Na sequência do post anterior e depois de refletir acerca do conceito de PLE e quais são as componentes do meu próprio ambiente pessoal de aprendizagem, e de como ele tem evoluído numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, chegou a altura de apresentar uma sua representação visual com uma descrição comentada.

A minha dificuldade começou imediatamente na representação visual, pois segundo Cenka et al (2022), os PLE compreendem 4 dimensões: a pessoal, a tecnológica, a organizacional e a social, das quais apenas consigo representar visualmente a tecnológica, que incorpora as ferramentas digitais que utilizo numa base diária.

Assim, optei por construir a representação visual que apresento de seguida, e descrever de que forma estas ferramentas digitais constituem a minha referência e, como refere Adell (2010), me permitem estabelecer as conexões com as fontes de informação e pessoas que fazem parte deste ambiente onde aprendo e construo conhecimento.



Começando por refletir sobre a minha forma de aprender, estabeleci as seis categorias de ação nas quais subdividi a representação gráfica, embora tenha depois chegado à conclusão que estas categorias não só não são estanques como, por vezes, a linha que as separa é muito ténue, tal a força com que estão interligadas.

Ainda assim, consegui distinguir que, no meu processo de aprendizagem estão envolvidos processos e pesquisa e obtenção de informação e conteúdos (Pesquisar); uma componente de trabalho colaborativo na qual aprendo em interação com os meus pares, mas também com os professores e, na minha prática diária, com os meus alunos (Colaborar); a dimensão da produção de algo que representa a minha aprendizagem, seja em forma de reflexão ou de um recurso ou artefacto produzida durante o processo (Criar) e que culmina com a sua divulgação, preferencialmente através da internet (Publicar). Há ainda que destacar a permanente troca de informações e aprendizagem que acontece dentro da minha rede de contactos (Comunicar) e a forma de gestão de todos os processos envolvidos na aprendizagem (Organizar).

Relativamente ao Pesquisar, o meu ambiente engloba motores de busca que me permitem aceder rápida e facilmente a recursos sobre qualquer assunto sobre o qual tenha interesse, importando depois refinar a pesquisa e bibliotecas de partilha de conhecimento digital como a wikipedia. No âmbito mais académico tenho por hábito utilizar bibliotecas digitais (por exemplo: Scileo ou Google Scholar) e repositórios institucionais como o RCCAP, através dos quais acedo a publicações académicas de acesso aberto. Como fonte de recursos audiovisuais é frequente recorrer ao YouTube, principalmente para entrevistas, tutoriais de ferramentas digitais, documentários.

Para colaborar utilizo preferencialmente o Microsoft Teams (ferramenta contratualizada pelo Agrupamento de Escolas em que trabalho), o OneDrive da conta de estudante da Universidade Aberta no trabalho com os meus colegas de curso e a Drive da Google associada ao meu endereço de e-mail pessoal para os outros contactos fora destas duas redes que acabei de referir. Importa referir que sendo todo o nosso trabalho no âmbito do mPeL realizado em ambiente Moodle, através da PlataformAberta, este faz também parte das ferramentas de colaboração que mais utilizo. Optei, no entanto, por o incluir no domínio da comunicação pois é a forma como comunicamos entre colegas, mas também com os professores, e considerei que é sempre veículo de comunicação, independentemente de ser usado com fins colaborativos ou não.

Para a criação de recursos utilizo uma multiplicidade de ferramentas, consoante os objetivos do trabalho a realizar e o tipo de recurso pretendido. Inclui a título de exemplo algumas ferramentas incluídas no Office 365 (por usar ferramentas Microsoft tanto em ambiente de escola como no mPeL) como o Word, o Excel e o PowerPoint, e também a ferramenta de apresentação Prezi e, por exemplo para a criação de mapas conceptuais, o Canva. São apenas alguns exemplos de entre muitas que poderia ter escolhido.

No âmbito da publicação (online) dos produtos da minha aprendizagem tenho usado frequentemente o issuu e o Blogger (no qual criei o blogue de curso, que serve de instrumento de registo e reflexão acerca desta minha jornada de aprendizagem).

Como ferramentas de comunicação optei por apresentar apenas as de caráter mais formal, como sejam o Gmail (e-mail pessoal), Outlook (conta de estudante da Universidade Aberta e conta profissional de docente) e o Moodle, como já referido. Acrescem a estas o WhatsApp, para comunicação com colegas de trabalho, de curso e todas as outras que constituem a minha rede de contactos.

Em termos de gestão da aprendizagem e organização pessoal e profissional recorro às ferramentas da Google e da Microsoft associadas às contas (pessoal, profissional e escolar) já mencionadas e, muito frequentemente, ao OneNote, que me permite construir portefólios onde agrego os assuntos que me interessam, para além de permitir o trabalho colaborativo.

Uma vez que o meu PLE pretende ser representativo da minha maneira de aprender, como refere Adell (2012), é obrigatório referir que a internet está omnipresente em todas as suas dimensões pois é ela que permite não só o acesso às ferramentas utilizadas, mas também é a forma mais rápida e eficaz de aceder a fontes de informação e facilita o contacto e a comunicação com as pessoas que fazem parte da minha rede de contactos pessoais e profissionais, com as quais aprendo formal ou informalmente.

 

 

Referências:

Adell, Jordi (2010). Jordi’s Personal Learning Environment [Vídeo no Youtube]. Entrevista. Disponível em PLE by Jordi Adell

Downes, Stephen (16-10-2005). e-Learning 2.0. eLearn Magazinehttp://www.readability.com/articles/ienxzeck

Mota, José (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias, vol.2 (2); pp. 5-21, Novembro de 2009. http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66

Peña-López, Ismael (2010) “Mapping the PLE-sphere”. ICTlogy, #82, July 2010. http://ictlogy.net/review/?p=3437

 Cenka et al (2022). Personal learning environment toward lifelong learning: anontology-driven conceptual model, Interative Leraning Environments. https://doi.org/10.1080/10494820.2022.2039947

 Wilson, S., Liber, O., Johnson, M., Beauvoir, P., Sharples, P., & Milligan, C. (2009). Personal Learning Environments: Challenging the dominant design of educational systems. Journal of E-Learning and Knowledge Society3(2). https://doi.org/10.20368/1971-8829/247

Attwell, Graham. (2021). Personal Learning Environments: looking back and looking forward. https://doi.org/10.13140/RG.2.2.18802.63684


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